O Die Toten Hosen é uma banda de punk-rock de Düsseldorf, e é bem conhecida na Alemanha. Os caras sempre estiveram engajados em movimentos políticos, e já tocaram/participaram de campanhas/fizeram doações contra a xenofobia, o nazismo, testes nucleares e uso de peles de animais-PETA.

Die Toten Hosen em campanha da PETA. “Melhor pelado do que em pele (contra o uso de pele de animais)”

No momento a banda anuncia um show beneficente com a renda líquida doada ao Düsseldorfer EG, time de hóquei de Düsseldorf e do coração dos integrantes da banda (ano passado eles venderam 4mil camisetas do time com o logo da banda e reverteram o lucro ao DEG).  O time é 8 vezes campeão alemão, acabou de perder seu patrocinador e enfrenta uma grave crise financeira.

Os caras também são fanáticos por futebol e torcedores do Fortuna Düsseldorf. Quando o clube passou por problemas financeiros, a banda patrocinou o time e chegou a doar 200mil Marcos para a compra do zagueiro Anthony Baffoe, em 1989.

Aí em 2000 os caras fazem essa música aí, Bayern, que acabou virando um hino anti-Bayern de Munique.

“Wir würden nie zum FC Bayern München gehen” (Nós nunca iríamos para o FC Bayern de Munique)

Achei um vídeo do ano passado em um show na cidade natal, Düsseldorf. A platéia toda cantando e todos da banda com a camisa do Fortuna (detalhe do vocalista Campino jogando a camisa do Bayern no chão no começo da música).

Aí os caras fazem um show em Munique, 15 dias depois do Bayern ganhar o título europeu, e tem a manha de tocar essaa música, claro, debaixo de vaias.

Rivalidade, a alma do futebol.

Die Toten Hosen, melhor banda.

Die Toten Hosen

Bayern* (2000)

Campino – v

Andreas von Holst – g

Michael Breitkopf – g

Andreas Meurer – bx

Vom Ritchie – bt

Es gibt nicht viel auf dieser Welt
Woran man sich halten kann
Manche sagen die Liebe
Vielleicht ist da was dran

Und es bleibt ja immer noch Gott
Wenn man sonst niemand hat
And’re glauben an gar nichts
Das Leben hat sie hart gemacht

Es kann so viel passieren
Es kann so viel geschehen
Nur eins weiß ich 100%ig
Nie im Leben würde ich zu Bayern gehen

Ich meine wenn ich 20 wär
Und super-talentiert
Und Real Madrid hätte schon angeklopft
Und die Jungs aus Manchester
Und ich hätt’ auch schon für Deutschland gespielt

Und wär mental top-fit
Und Uli Hoeneß würde bei mir
Auf der Matte stehen
Ich würde meine Tür nicht öffnen
Weil’s für mich nicht in Frage kommt
Sich bei so Leuten wie den Bayern
Seinen Charakter zu versau’n

Das wollt’ ich nur mal klarstellen
Damit wir uns richtig verstehen
Ich habe nichts gegen München
Ich würde nur nie zu den Bayern gehen

Muß denn so was wirklich sein
Ist das Leben nicht viel zu schön
Sich selber so wegzuschmeißen
Und zum FC Bayern zu gehen

Es kann so viel passieren
Es kann so viel geschehen
Ganz egal wie hart mein Schicksal wär
Ich würde nie zum FC Bayern München gehen

Was für Eltern muß man haben
Um so verdorben zu sein
Einen Vertrag zu unterschreiben
Bei diesem Scheiß-Verein

Wir würden nie zum FC Bayern München gehen
Wir würden nie zum FC Bayern München gehen
Wir würden nie zum FC Bayern München gehen
(Niemals zu den Bayern gehen)
Wir würden nie zum FC Bayern München gehen
(Niemals zu den Bayern gehen)
Wir würden nie zum FC Bayern München gehen
(Niemals zu den Bayern gehen)
Wir würden nie zum FC Bayern München gehen
(Nie zu den Scheiß-Bayern gehen)
Wir würden nie zum FC Bayern München gehen
(Niemals zu den Bayern gehen)
Wir würden nie zum FC Bayern München gehen

 

*no começo do vídeo, alguém está abrindo uma caixa enviada por DTH Düsseldorf (Die Toten Hosen) que contém uma fita VHS com a mensagem “Lieben Gruß an den, FCB” (Saudações, com amor para o FCB (FC Bayern). Essa pessoa pega a fita, coloca no vídeo cassete e assiste ao clipe. No final do vídeo, a câmera vai se afastando e vemos um escudo do Bayern e que essa pessoa também está vestida com o casado do clube. A alusão é a Ulrich “Uli” Hoeneß, presidente do Bayern (mencionado na letra da música), que no final diz: “Das ist der Dreck, an dem unsere Gesellschaft irgendwann ersticken wird” (Essa é a sujeira que nossa sociedade irá se sufocar).

Como hoje é dia de São Patrício (St. Patrick´s Day), um dos padroeiros da Irlanda, faço aqui minha homenagem a algumas bandas irlandesas:

The Undertones –  Teenage kick


Therapy? – Die laughing


The Pogues – If I should fall from grace with God


Thin Lizzy – The boys are back in town


Stiff Little Fingers – Nobodys hero


*House of Pain – Jump around


E pra terminar, a banda mais irlandesa dos EUA, Dropkick Murphys, tocando em um feriado de St. Patrick em 2002:

*House of Pain é formado pelo americano Everlast e o irlandês-americano Danny Boy. Lembrança  do @alesqui.

Os poucos posts desse blog foram basicamente sobre música, portanto esse será o primeiro  sobre futebol. Semana passada vi uma matéria sobre a opção do Palmeiras de mandar os jogos no Canindé. Discurso da diretoria é que em jogos contra times pequenos o clube não tem lucro devido ao alto preço do aluguel do estádio municipal. Falaram em prejuízo de R$ 85 mil no jogo contra o Comercial-PI, onde o público foi de bravos 3.509 fanáticos torcedores que encararam a chuva e o frio (sem falar que a TV passou o jogo para São Paulo).

Os jogos de 4ª-feira às 10 da noite, criados para acomodar a grade da rede de TV que tem os direitos de transmissão, atraem cada vez menos torcedores. Nesse ano o Palmeiras jogou duas vezes em casa, no meio da semana. Palmeiras 3×1 Paulista para pouco mais de 6mil torcedores e o jogo já citado contra o time piauiense. Em relação ao número de torcedores, não acredito que o panorama mude jogando no Canindé. Se o clube realmente economizar com esses jogos (principalmente os do meio de semana às 10 da noite) será vantajoso.

Mas aí é que vem a pergunta: se o clube não quer ter prejuízos de mando com o time principal por que tem com o Palmeiras B e parece não se incomodar com isso ? O time B vem jogando o Paulista A2 no Estádio Alfredo Chiavegatto, na cidade de Jaguariúna (116 km da capital). O mesmo estádio usado na Copa São Paulo de juniores de 2011. Atualmente o Palmeiras B é o penúltimo da sua chave, na zona de rebaixamento.

Jogou até esse momento 6 vezes, sendo apenas 1 vitória, 2 empates e 3 derrotas. O total de público nos seis jogos soma pouco mais de 1.300 torcedores (1.169 só no jogo contra o Guarani, que suponho a maioria no estádio tenha sido de bugrinos). A média de público é de 230 pagantes por jogo e a média de renda é de R$ 1.894,16. O custo de cada jogo é aproximadamente R$ 12.000,00. Cada vez que o time B entra em campo, o Palmeiras desembolsa:

  • R$ 5.555,55 – aluguel do campo
  • R$ 1.800,00 – taxa do anti-doping
  • R$ 1.610,00 – fiscalização
  • R$ 200,00 – bilheteiros

+ 5% de INSS da renda bruta + “despesas diversas” + policiamento + fundo de manutenção + seguro torcedor.

Até esse momento todos os jogos foram deficitários. Os números:

19/01/2011 (4ª) – Palmeiras B 0x0 Guarani
Público: 1.169
Renda: R$ 9.625,00
Renda líquida (receita – despesas):  R$ 5.579,78 (prejuízo)

26/01/2011 (4ª) – Palmeiras B 1×1 São José
Público: 88
Renda: R$ 670,00
Prejuízo: R$ 11.436,45

06/02/2011 (Dom) – Palmeiras B 0x2 São Bento
Público: 41
Renda: R$ 355,00
Prejuízo: R$ 11.572,58

09/02/2011 (4ª) – Palmeiras B 1×3 Red Bull
Público: 13
Renda: R$ 110,00
Prejuízo: R$ 12.052,18

20/02/2011 (Dom) – Palmeiras B 2×1 Atlético Sorocaba
Público: 49
Renda: R$ 440,00
Prejuízo: R$ 11.707,98

26/02/2011 (Sáb) – Palmeiras B 2×3 Rio Branco
Público: 20
Renda: R$ 165,00
Prejuízo: R$ 11.965,45

Nesses 6 jogos o clube somou um prejuízo de R$ 64.314,42 somente com as despesas de campo. Com mais 3 jogos que o time ainda fará como mandante (um contra o Pão de Açúcar dentro de alguns minutos), é provável que o prejuízo total chegue a R$ 100.000,00.

A diretoria atual que entoa como mantra o corte de despesas poderia dar alguma declaração a esse respeito. Por que o Palmeiras B tem que viajar para mandar seus jogos em Jaguariúna ? Será que o aluguel da Rua Javari ou mesmo da Rua Comendador Souza (estádio do Nacional, em frente o CT do Palmeiras) não seria mais barato que o municipal de Jaguariúna ?

Sem contar que propiciaria ao torcedor contato com jogadores do time B. Mas existem tantas perguntas sem respostas sobre esse time B e essa é só mais uma.

* se para o time principal não chega ninguém, o Palmeiras B ganhou o reforço de Elizeu, que jogou o Brasileiro pelo Botafogo. O volante de 22 anos começou no Sport (08-09), passou por Mirassol, Internacional e Botafogo em 2010. Assinou contrato de 1 ano. Tem coisas que só acontecem com o….Palmeiras B.

** no jogo contra o Santo André, a diretoria não deixou a nutricionista Alessandra Favano se concentrar com os jogadores, alegando que a mesma mora em São Paulo e não precisaria ficar hospedada no hotel. Corte de gastos, segundo o vice-presidente Roberto Frizzo. Felipão, irritado, abandonou a concentração. Os inconformados diretores preferem economizar 200 reais com a diária da nutricionista mas parecem não se importam em gastar 100 mil reais com o Palmeiras B em jogos  fora de São Paulo.

Palmeiras B perfilado. Vale o investimento ?

The Donnas é uma banda californiana de Hard Rock formada só por mulheres. Sempre gostei de  vocais femininos, apesar do vocal da Brett Anderson ser um pouco água com açúcar para o meu gosto. Destaque para a baterista Torry Castellano, que não é só um rostinho bonito mas toca muito.

Me lembro de alguns bons covers das Donnas, como “Too fast for love” do Mötley Crüe e “Living after midnight” do Judas Priest, sempre com uma “roupagem” mais popzinha. O cover desse post é uma das músicas que mais gosto do Kiss, “Strutter”, parte da trilha sonora de Detroit Rock City.

Strutter

Brett Anderson – v

Allison Robertson – g

Maya Ford – bx

Torry Castellano – bt

Strutter (Gene Simmons/Paul Stanley, 1974)

I know a thing or two about her
I know she´ll only make you cry
She´ll let you walk the street beside her
But when she wants she´ll pass you by
Everybody says she´s looking good
And the lady knows it´s understood
Strutter
She wears her satins like a lady
She gets her way just like a child
You take her home and she says “Maybe, baby”
She takes you down and drives you wild
Everybody says she´s looking good
And the lady knows it´s understood
Strutter
I know a thing or two about her
I know she´ll only make you cry
She´ll let you walk the street beside her
But when she wants she´ll pass you by
Everybody says she´s looking good
And the lady knows it´s understood
Strutter

Lançado em 2006, o CD “Butchering The Beatles – A Headbashing Tribute” reúne nomes conhecidos da cena Heavy Metal/Hard Rock tocando sucessos dos Beatles.

Abaixo duas versões que gostei, “Magical Mystery Tour” e “I Saw Her Standing There“. A primeira conta com Jeff Scott Soto (vocal, ex-Yngwie Malmsteen), Yngwie Malmsteen (guitarra), Bob Kulick (guitarra, ex-Meat Loaf e Paul Stanley´s), Jeff Pilson (ex-Dokken e Dio) e Frankie Banali (bateria, ex-Quiet Riot). A segunda, pra mim a melhor do disco, reúne Jeff Keith (vocal, Tesla), Phil Campbell (guitarra, Motörhead), C.C.deVille (guitarra, Poison), Chris Chaney (baixo, ex-Jane´s Addiction) e Kenny Aronoff (bateria, músico de estúdio que já gravou com deus e o mundo).

Magical Mystery Tour

I Saw Her Standing There

Beatallica

Banda americana formada em 1991 que decidiu juntar duas paixões, tocar as músicas dos Beatles no estilo Metallica. Por mais estranho que possa parecer, o resultado fica muito bom.

Segundo o site da banda, eles já lançaram dois discos:

  • Sgt Hetfield´s Motorbreath Pub Band (2007)
  • Masterful Mistery Tour (2009)

Beatallica

Jaymz Lennfield – v+g

Grg Hammetson – g

Kliff McBurtney – bx

Ringo Larz – bt

…and justice for all my loving


I wanna choke your band

O Agent Orange foi uma banda de punk rock californiana (de Orange County) que nasceu e teve seus momentos de glória nos anos 80. Eu disse “foi uma banda” porque ela não grava nada desde “Virtually Indestructible” (de 1996), apesar de estar fazendo shows até hoje.

Na década de 80 e começo dos 90, fazia muito sucesso entre os surfistas (tinha influência de surf music) e skatistas. Não era difícil ouvir o Agent Orange como trilha sonora de programas de skate e surf na TV.

Fui no show dos caras em 1997, quando o power trio já não estava com essa bola toda. Mas sabe como é, quando aquela banda que você ouviu quando era moleque vai tocar pertinho da sua casa, não dá pra resistir. Não tenho o set list anotado mas me lembro que saí feliz do show. Tocaram várias músicas que eu conhecia, do primeiro LP chamado “Living in Darkness” que eu tinha gravado numa fita K7 (TDK 60) e do segundo LP (que tenho até hoje), o “This is the Voice“.

Agent Orange, eu vi.


Agent Orange

Mike Palm – v + g

James Levesque – bx

Scott Miller – bt